FAMBRAS reforça atuação internacional no setor humanitário durante a DIHAD 2026, em Dubai
Federação participa de uma das principais plataformas globais dedicadas à ajuda humanitária, desenvolvimento e cooperação internacional

A FAMBRAS – Federação das Associações Muçulmanas do Brasil marcou presença na 22ª edição da Dubai International Humanitarian Aid and Development Conference & Exhibition – DIHAD 2026, realizada de 24 a 26 de agosto, no Dubai World Trade Centre, nos Emirados Árabes Unidos.
A instituição foi representada por Ahmed Khalaf, Diretor de Programas Internacionais e Relações Estratégicas no Setor Humanitário da FAMBRAS, que acompanhou a programação do evento e os debates internacionais em torno dos principais desafios, tendências e perspectivas para o futuro da ação humanitária.
A participação reforça a atuação internacional da FAMBRAS e sua aproximação com instituições, organizações e lideranças envolvidas em iniciativas de cooperação humanitária e desenvolvimento. Também dá continuidade à presença da Federação na DIHAD, após sua participação na 21ª edição, em 2025, igualmente representada por Ahmed Khalaf.
Um dos principais encontros humanitários do mundo
Realizada sob o patrocínio de Sua Alteza Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos e Governante de Dubai, a DIHAD 2026 foi inaugurada por Sua Alteza Sheikh Hashr bin Maktoum bin Juma Al Maktoum, Presidente da Dubai Media Incorporated.
Com o tema “Humanidade em Transição: Moldando o Futuro da Ação Humanitária”, a edição colocou em debate as profundas transformações enfrentadas pelo setor diante do aumento da complexidade das crises, dos conflitos, dos desastres naturais, das mudanças climáticas, dos deslocamentos populacionais, das dificuldades econômicas e das rápidas transformações tecnológicas.
A dimensão internacional do encontro demonstra a relevância da DIHAD como espaço de articulação global. Em 2026, mais de 1.000 organizações, entidades e parceiros integram o evento, que reúne mais de 21 mil participantes e visitantes de 165 países, além de mais de 320 palestrantes, distribuídos em mais de 260 sessões e workshops.
A programação também conta com mais de 180 representantes responsáveis por compras de agências das Nações Unidas, instituições e organizações beneficentes.
Governos, agências da ONU, organizações não governamentais, entidades filantrópicas, instituições acadêmicas, empresas, organismos internacionais e especialistas utilizam a plataforma para compartilhar experiências, identificar oportunidades de cooperação e construir respostas mais eficientes e sustentáveis para comunidades afetadas por crises e desastres.
Sustentabilidade da ação humanitária
Entre os destaques da edição esteve o lançamento do Fundo Waqf Dubai e DIHAD para a Ação Humanitária, iniciativa conjunta da Awqaf and Minors Affairs Foundation de Dubai e da DIHAD Sustainable Organisation.
A proposta utiliza o conceito islâmico de waqf, baseado na constituição e preservação de um patrimônio destinado a gerar benefícios de maneira contínua. Os ativos do fundo serão desenvolvidos e investidos, com seus rendimentos direcionados a projetos humanitários e de desenvolvimento, criando uma fonte sustentável de recursos para iniciativas de impacto de longo prazo.
O tema da sustentabilidade esteve presente em diferentes momentos da programação, refletindo uma mudança importante na forma como o setor internacional busca enfrentar as crises. Além da assistência emergencial, cresce a necessidade de construir estruturas capazes de fortalecer comunidades, ampliar sua resiliência e reduzir vulnerabilidades futuras.
Refugiados, tecnologia e novos desafios
A situação das populações refugiadas também ocupou espaço de destaque na DIHAD 2026.
A Dra. Maitha bint Salem Al Shamsi, Ministra de Estado e Presidente do Comitê Superior do Fundo Sheikha Fatima para Mulheres Refugiadas, apresentou a visão de Sheikha Fatima bint Mubarak, conhecida como “Mãe dos Emirados”, sobre a necessidade de desenvolver e modernizar as estratégias destinadas aos refugiados.
Entre os desafios abordados estão a falta de moradia, alimentação e medicamentos, além das dificuldades de acesso à educação e ao mercado de trabalho e dos desafios psicológicos, econômicos e jurídicos enfrentados pelas comunidades refugiadas.
As discussões da conferência também avançaram sobre o impacto da tecnologia, da inteligência artificial e da inovação na ação humanitária, além de questões relacionadas à gestão dos recursos hídricos e ao desenvolvimento de modelos mais eficientes de preparação e resposta a emergências.
O primeiro dia da DIHAD 2026 concentrou-se no tema “Compreendendo as características da fase de transição: os fatores de mudança na ação humanitária”, analisando as transformações que vêm modificando o sistema humanitário global e exigindo novas formas de atuação.
Da resposta emergencial às soluções sustentáveis
Um dos principais pontos debatidos durante a DIHAD foi a necessidade de o setor humanitário avançar para modelos mais preventivos, flexíveis e sustentáveis.
O Embaixador Prof. Abdul Salam Al Madani, Presidente da DIHAD Sustainable Organisation, destacou que o futuro da ação humanitária passa por uma mudança de perspectiva: da resposta para a preparação, dos esforços isolados para as parcerias e das soluções temporárias para impactos sustentáveis.
Nesse contexto, a DIHAD atua como uma plataforma para aproximar governos, organizações internacionais, setor privado, especialistas e tomadores de decisão, estimulando o compartilhamento de conhecimento, a construção de parcerias e o desenvolvimento de soluções inovadoras capazes de fortalecer a resiliência das comunidades e preservar a dignidade humana.
Ação humanitária como necessidade estratégica
Durante o encontro, Ahmed Darwish Al Muhairi, Diretor-Geral do Departamento de Assuntos Islâmicos e Atividades Beneficentes de Dubai, ressaltou que o cenário internacional atual é marcado não apenas por uma crise isolada, mas por uma combinação de conflitos, desastres naturais, mudanças climáticas, crises econômicas e rápidas transformações tecnológicas. Diante desse contexto, a ação humanitária passa a ser compreendida não apenas como uma resposta emergencial, mas como uma necessidade estratégica para promover estabilidade, desenvolvimento e fortalecer a capacidade das comunidades de enfrentar desafios futuros.
Cooperação internacional e presença da FAMBRAS
A presença da FAMBRAS nesse ambiente internacional está alinhada ao trabalho desenvolvido pela instituição em iniciativas de caráter humanitário e social e ao fortalecimento das relações com organizações e parceiros internacionais.
Ao acompanhar debates sobre inovação, sustentabilidade, assistência a refugiados, cooperação internacional e novos modelos de atuação humanitária, a Federação amplia sua interlocução com atores estratégicos do setor e permanece conectada às principais discussões globais relacionadas à assistência e ao desenvolvimento.
A participação de Ahmed Khalaf na DIHAD 2026 reafirma ainda a continuidade desse diálogo. Em 2025, o Diretor de Programas Internacionais e Relações Estratégicas no Setor Humanitário já havia representado a FAMBRAS na 21ª edição da conferência, reforçando a presença institucional da Federação em um dos principais encontros internacionais dedicados à ajuda humanitária e ao desenvolvimento.
A continuidade dessa participação contribui para fortalecer conexões, acompanhar novas práticas e identificar possibilidades de cooperação capazes de ampliar o alcance e a efetividade de iniciativas humanitárias.
Em um cenário internacional marcado por crises cada vez mais complexas, a cooperação entre instituições, governos e organizações da sociedade civil torna-se fundamental para transformar ações emergenciais em soluções sustentáveis e contribuir para a preservação da dignidade humana.















